sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cap. 8 – O dia quase perfeito.

O dia estava perfeito, apesar das intensas mudanças que aconteceram desde que me mudei, eu estava me adaptando.
Deitada na espreguiçadeira estava pensando em Nick, em como estava o nosso diálogo agora. Nós não estávamos nos falando como éramos antes, desde o meu 1° dia,ele foi a 1° pessoa que conheci da escola e posso dizer até da cidade. Nunca me esqueço de como nos conhecemos, foi desastroso, porém, engraçado. Esbarrei nele quando estava saindo para ir para a sala de aula, depois disso, ele foi a pessoa mais próxima que eu tinha.
Tinha, eu disse bem, agora nós conversávamos apenas o necessário e apenas dentro da sala de aula. Não vou me mentir, isso me afetou e ainda me afeta, por mais que seja bom eu desencanar dele e vendo que isso é a melhor forma de esquece-lo, mantendo distancia, eu sentia falta de olhar de verdade para aqueles olhos hipnotizantes e de ouvir aquela risada que eu reconheceria de longe. Eu estava tão absorta em meus pensamentos que parecia que eu realmente podia ouvir sua risada, era real demais, tão real que abri os meus olhos e avisto um pequeno grupo ao meu lado. Estavam jogando bola e logo reconheci que era Katy e suas seguidoras e para o meu espanto, havia um grupo de meninos também e Nick estava com eles.
- Ah, que maravilha! – Falei comigo mesma, o meu dia estava absolutamente perfeito, agora estava parecendo um filme de tortura.
Estava torcendo para que nenhum deles me vissem, rapidamente botei os meus óculos escuros e já fui me aprontando para escapar dali.
Até agora, o meu plano estava dando certo, ninguém notou a fugitiva aqui, os garotos estavam tacando areia na branquela da Katy e suas amigas, que por sinal, gritavam parecendo que estavam tacando pedras nelas, frescas.
Quando eu estava perto de escapar dali, ouço alguém gritando o meu nome.
- Droga!
Eu não estava no meu maior momento, sentia que ainda havia protetor no meu rosto e meus óculos provavelmente fizeram uma marca em volta do meu nariz.
- Estava fugindo de mim outra vez não é?
Era Nick, merda!
-Er, oi Nick.
-Iai tudo bem?
Eu o olhei pela primeira vez, e não consegui disfarçar, ele era lindo! Estava vestindo um short azul marinho e sem camisa, eu nunca o tinha visto sem camisa! Seu corpo era absolutamente escultural, perfeito demais!
-Emily?
Eu mal havia percebido que ele estava falando comigo, tentei desviar os meus olhos.
-Ah, oi, desculpas- Ri sem graça – Tomei Sol demais, a sim, está tudo ótimo, vou indo.
Eu não podia continuar ali, se eu queria mesmo esquece-lo, a melhor coisa pra começar é fugindo dele como uma covarde.
-Porque não fica com a gente? Se vai de táxi, desculpa te informar, mas, taxistas quase não aparecem de final de semana por aqui.
Não sei quantas vezes eu repeti ‘’droga, droga, droga’’, na minha cabeça.
-Sabe, eu e Katy não nos damos muito bem, isso não é uma boa idéia. Vou ligar pro meu pai e ver se pode me buscar, mas mesmo assim, obrigada pela preocupação e pelo convite.
-Não, não precisa, te levo para casa então.
Era só o que me faltava, eu tentando escapar desse anjo na minha frente que com apenas esses olhos e corpo consegue me prender no chão.
Minha mente gritava, ‘’não aceite! Volte a pé então, mas não aceite!’’. Daqui até a minha casa era uns 20 minutos de carro, estou imaginando o tempo que eu iria demorar indo a pé, e ainda pra piorar andando debaixo desse Sol ardente.

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